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Porque Vários Medíocres Têm Sucesso e os Gênios Fracassam?

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by: Sandra Luz
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Date: Sun, 13 Sep 2009 Time: 12:52 AM
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O que faz vários medíocres ter sucesso e uma seleção de gênios fracassar? Falta de planejamento, bom marketing pessoal ou os recrutadores estão com estratégias ruins? A resposta talvez inclua um pouco de cada, além de outro fator determinante: a liderança.

Liderar um funcionário acima da média não é o mesmo que gerenciar o empregado padrão. Assim Gaffe e Jones listam sete características especiais dessas pessoas que você deve saber:

1. Elas sabem o seu valor: pessoas inteligentes reconhecem que sua bagagem intelectual, seu currículo acadêmico e a maioria das suas habilidades são tácitas, próprias, particulares e não podem, portanto, ser transmitidas dentro da organização. Se essa pessoa for embora, tudo o que ela construiu provavelmente irá junto;

2. Elas entendem o funcionamento da organização: são capazes de encontrar os melhores atalhos por onde encaminhar seus projetos para angariar os recursos necessários. Conhecem as estruturas informais de poder e têm acesso a elas;

3. Não admiram a hierarquia corporativa: as pessoas acima da média não parecem ser motivadas por aumentos e promoções. Sua realização está muito mais no reconhecimento e no aplauso do que em recompensas materiais;

4. Elas esperam acesso ao topo: não admitem os obstáculos hierárquicos ou de processos e querem ter contato direto com o comando da organização, pois entendem que somente as esferas mais elevadas serão capazes de compreender suas idéias;

5. Têm um network poderoso: gênios atraem gênios, então é bem provável que seus funcionários mais capacitados conheçam seus pares em outras empresas e em diferentes ambientes. Até porque provavelmente eles estudaram juntos;

6. Elas têm baixo limite para o tédio: pessoas muito inteligentes freqüentemente se aborrecem com facilidade. Tarefas rotineiras e processos muito longos minam seu entusiasmo e diminuem sua produtividade;

7. Elas não vão te agradecer: mesmo quando a liderança tiver papel fundamental em suas vidas, o gênio dificilmente reconhecerá isso. E muito menos mostrará gratidão.

Apesar de essa lista parecer um quadro de difícil administração, os autores sugerem que um dos principais motivos é que os gênios precisam tanto da organização quanto ela precisa deles.

Assim como o músico virtuoso precisa de uma orquestra, o cientista precisa de um laboratório. E, do mesmo modo, orquestra e laboratório são inúteis sem suas estrelas. Por isso, após identificá-las o gestor precisará tomar uma série de cuidados para que esses potenciais gênios revelem todo o seu valor. Dentre as sugestões de Gaffe e Jones estão:

1. Proteja-os das distrações corporativas, principalmente da burocracia que pode tirar-lhes o foco e a motivação da sua principal tarefa: agregar valor à companhia.
2. Mantenha a diversidade do ambiente, de forma a alimentar o seu pensamento inovador. Na maioria das vezes uma pessoa não exibe a mesma desenvoltura em diferentes áreas do conhecimento e, assim, serão necessárias habilidades complementares. Além disso, a diversidade gera diferentes pontos-de-vista para um mesmo assunto, não só trazendo à tona outras alternativas, como também desafiando e aperfeiçoando os conceitos em desenvolvimento;
3. Incentive projetos pessoais, para que a pessoa desenvolva sua independência de raciocínio e continue afiando seu potencial criativo. Basta lembrar quantas empresas de sucesso nasceram a partir de projetos pessoais dentro da companhia-mãe tomando, eventualmente, dimensões até maiores do que estas;
4. Mostre que é seguro falhar, pois os fracassos são inevitáveis na busca do sucesso. Quando a empresa aceita e assimila bem um projeto que dá errado, o funcionário não se sente acuado em tentar. Além disso, muitas vezes basta um sucesso para apagar o rastro de dezenas de fracassos e sustentar uma empresa por anos a fio (um bom exemplo disso é a Indústria Farmacêutica, onde literalmente milhares de pesquisas falham antes que uma dê certo e gere lucros astronômicos); e
5. Deixe claro que sua competência enquanto gestor é fundamental para o funcionamento da empresa e como suas próprias qualidades individuais fazem a diferença. Ninguém terá as respostas para tudo e, sendo assim, sua contribuição pode ser o elemento aglutinador e potencializador de todos os esforços.

Pela descrição dos autores, não parece haver nada tão excêntrico assim nos gênios. São características que, separadamente, talvez você tenha algumas e eu outras. Se a mistura resulta num perfil incomum em comparação com os padrões de comportamento, sua contribuição também está bem além da média.

Pessoas geniais têm o potencial de uma geração de valor desproporcional ao investimento nelas feito. Suas atividades podem alavancar as vendas de um produto, mudar o cenário competitivo de toda uma divisão ou alterar o curso de uma empresa. Algumas de suas inovações soterram competidores, pulverizam a concorrência, revolucionam um mercado inteiro.

Crie um ambiente propício para que seus funcionários geniais possam desenvolver o máximo do seu potencial. Agindo mais como um benevolente guardião do que como um chefe tradicional, você os encorajará a experimentar, tentar, testar e, eventualmente, falhar. Demonstrará, ao mesmo tempo, sua experiência e autoridade catalisando todos os talentos envolvidos.

About the Author

• PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA) • PhD em Psicologia Clínica pela Flórida Christian University (EUA) • Psicanalista e Diretora de Assessoria Geral da Sociedade de Psicanálise Transcendental. • Mestre em Administração de Empresas pela USP. • Especialista em Estratégias de Marketing em Turismo e Hotelaria pela USP, MBA em Gestão de Pessoas, MBA em Metodologia e Didática do Ensino Superior e Especialista em Informática Gerencial. • Psicanalista voluntária na Casa de Apoio à Criança Carente com Câncer e na Universidade da Terceira Idade. • Professora da FGV do Rio de Janeiro e de mais 02 universidades Brasileiras e do Seducon. • Professora da Flórida Christian University (EUA) • 32 anos de experiência e atuação na área de Tecnologia da Informação. • Empresária no ramo moveleiro. • Relações Internacionais com parceria em várias entidades educacionais internacionais. • Responsável e Membro do Conselho Editorial da Revista Empresa Familiar. • Coordenadora do grupo de Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA. • Diretora da DS Consultoria S/S Ltda, especializada em Empresas Familiares. • Conciliadora, Mediadora e Árbitra Empresarial. • Superintendente da OSCIP Vitrine da Esperança. • Autora do livro O Perfil do Empreendedor e co-autora do livro Empresa Familiar: Conflitos e Soluções, juntamente com Domingos Ricca, Roberto Gonzalez e José Bernardo Enéas Oliveira. • Vários artigos publicados na área de Administração, TI e Psicanálise em revistas especializadas.


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Comments

Fri, 20 Nov 2009 at 8:49 AM, by Guest
Prezados senhores,

o texto em questão tem vários trechos copiados de um artigo que eu escrevi, como vocês poderão ver em http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/06/liderando-genios.html

Peço que os devidos créditos sejam dados.

Atenciosamente, Rodolfo.

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