Consideracoes sobre o sobreendivimento em Portugal
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by: João Crawford
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Date: Tue, 1 Dec 2009 Time: 10:21 AM
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Quem são os sobreendividados de Portugal, todos nós achamos que sabemos qual o perfil dos sobreendividados em Portugal, mas será que o perfil que temos fixado é autêntico ? Equipare com os resultados obtidos pela investigação efectuada pelo Observatório do Endividamento dos Consumidores em Dezembro de 2008:
- Auferem entre os 500 e os 1000 euros por mês; portanto, não de classe alta nem muito baixa, Pode-se considerar classe média/media baixa.
- São particularmente mulheres. Se calhar muitos de nós falhávamos esta. Normalmente tende-se a julgar que os homens são mais propensos a estas situações de excesso de créditos;
- Trabalham por conta de outrem;
- Têm um agregado familiar formado por dois ou três elementos;
- Habitam maioritariamente em Lisboa e no Porto.
- Contraíram entre dois a treze créditos, a média anda á volta dos seis créditos, e têm grandes contrariedades em cumprir com as suas obrigações.
- Casados ou em união de facto, geralmente ;
- Com idades situadas entre os 35 e os 50 anos;
- Na sua maioria possui créditos á habitação (68%);
- Muitos dos sobreendividados apenas possui creditos pessoais ou dividas de cartões de crédito;
O desemprego tem sido a primordial causa de incumprimento destas famílias. Muitas fabricas e empresas nacionais e internacionais têm fechado portas e largado o pais levando muitas famílias inteiras para uma situação nacional inquietante . Outros factores têm contribuído para este sobreendividamento laboral, pois para conseguir cortar nas despesas, muitas empresas têm nos prémios de produção e pagamento de horas extraordinárias, que antes tinham um fatia importante do bolo total de rendimento de um trabalhador por contra de outrem. Desde que se começou a falar em flexigurança no país, muitas empresas começaram a decidir recompensar o tempo extraordinário prestado pelos seus trabalhadores com esse mesmo tempo em alturas de menos trabalho. Estas medidas num pais com ordenados baixos como o nosso, significam uma limitação elevada nos rendimentos médios de um trabalhador, e na pratica constitui uma redução do ordenado e no seu poder de compra em que a única contrapartida é o tempo extra que se ganha, quando não se é útil á empresa.
Outro motivo para não pagamento de dividas é a doença de um elemento do agregado familiar. Quem se encontra enfermo e a receber da segurança social, vê o seu ordenado reduzido para 65% do seu valor e deixa de receber o subsidio de alimentação. Ao desfecho do mês, se o grau de endividamento for , superior a 40 ou 50% poderá ser impossível cumprir com o pagamento das dividas. Outra coisa a ter em atenção são as despesas que têm comido uma maior fatia dos orçamentos familiares e que inviabilizam uma latente pretensão de ampliar as poupanças, são elas as despesas com seguros, com educação, telecomunicações moveis, serviços básicos, etc.
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