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Review - Atlantis II (Jogos de Guerra)

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by: luizeba
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Date: Sat, 8 Aug 2009 Time: 3:18 PM
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Atlantis possuía um poder vindo do espaço, representado pelo Cubo. Este, por sua vez, fora dividido em 2 partes pelas pessoas na Ilha de Spitzberg: a Luz e a Escuridão. Certo dia, as duas partes guerrearam entre si, sendo a Escuridão derrotada e confinada em uma cabeça de metal. Tempos mais tarde, a rainha Rhea foi raptada e Seth começou sua longa busca, mas se surpreendeu ao descobrir que Creon, seu consorte, desejava tomar o trono e governar Atlantis, agora como rei. Com a ajuda dos indivíduos do reino, Seth, utilizando a própria Luz que carregava, conseguiu resgatar a rainha e ao batalhar com Creon, descobre que ele teria desenterrado a cabeça e libertado a Escuridão. A grande luta entre as 2 partes novamente desperta um poder inimaginável, fazendo com que Atlantis seja consumida pelo oceano, deixando para trás apenas a lembrança dos que sobreviveram.
A Luz, carregada por Seth, foi passada a um de seus descendentes, Ten; já a Escuridão, ficou guardada em Shambhala para que nunca mais despertasse. Possuidor da Luz, Ten deverá descobrir seu paradeiro e por quê a aparição de uma Super Nova na Constelação de Câncer despertou uma das partes. Qual seria o significado disso? Quem irá reinar, Luz, Escuridão ou ambos se integrarão? Seja bem vindo a Atlantis II.
Jogabilidade:
Para quem nunca jogou Atlantis ou algo do gênero, não se preocupe, pois este título limita-se a seguir flechas pré-definidas; os caminhos já estão feitos e você não precisará de muita destreza para descobrir como se movimentar. Sobe aqui, vai ali, desce lá, conversa aqui, pega um objeto no chão, põe ali e em alguns minutos você já pode se familiarizar com o jogo. Pronto. Quesito movimentação completo.
Se você achou que Atlantis II só tem isso para oferecer, engana-se. Exceto o belo e bem construído enredo (diria eu uma bela ficção; êta história cheia de viagens), Atlantis II, a exemplo de seu primeiro episódio, está recheado de vários enigmas, e muito deles, duros de resolver. É importante ressaltar logo de cara, que os peritos em inglês serão os que mais desfrutarão do jogo, já que a língua inglesa é extremamente necessária para o melhor entendimento da história e principalmente dos enigmas. Se você não arranha nem um “the book is on the table”, considere-se um indivíduo de azar, pois não conseguirá levar o jogo chutado aos trancos e barrancos. Alguns enigmas, além de bem desafiadores, escondem-se no meio do cenário, exigindo que você dê aquela olhadela minuciosa para achar, por exemplo, um pedaço de osso no meio do mato. Mesmo assim, os puzzles do game são ótimos, embora alguns deles sejam totalmente incoerentes, sem nexo algum. Mas não se preocupe, você está no mundo de Atlantis, onde nada faz sentido. E o barato mesmo é saber que logo no início você pode tomar mais de alguns caminhos, deixando à sua escolha fazer uma visitinha à Irlanda ou quem sabe ao Tibete. E já que nada faz sentido aqui, Ten, seu personagem, ao se tele-transportar para outro mundo, simplesmente “encarna” outras pessoas e passa a viver na pele delas para desvendar os mistérios. Meu amigo, chuta que é macumba!
Como aspecto negativo, infelizmente, destaque para a interação do personagem com o ambiente. Volto a realçar que a movimentação é limitada, o que hoje em dia é considerado obsoleto, devido às novas tecnologias tridimensionais, sem contar que você deve procurar os objetos ou enigmas em lugares que às vezes não parece haver possibilidade alguma de interagir, e há muitos cenários a se explorar. A exemplo de seu antecessor, Atlantis II não revolucionou nesse quesito, tornando-o de certa forma um pouco decepcionante, o que não significa que desagradou a todos, já que o a jogabilidade é simples e prática, fazendo com que um grande público possa desfrutar do jogo sem necessitar de muita rapidez ou familiaridade com games.

Áudio:
Diferentes cenários, diferentes músicas. Cada ambiente possui seu tema, enquanto algumas são belíssimas composições (o mundo de Irlanda, por exemplo), outras são musiquinhas chatas e irritantes (o mundo dos Maias). É lógico que o excesso delas acaba saturando e como empacar neste jogo é muito comum devido aos enigmas, enjoar do áudio será inevitável.
As dublagens ficaram muito boas também, mas abrir mão da legenda é abusar. Existem nomes complicados que são de fundamental importância e para uma pronunciação correta destes mesmos nomes e fácil memorização, pedir ajuda para a legenda não é um mau negócio.

Multiplayer:
Sem suporte a MultiPlayer

Gráficos:
Como mencionado antes, Atlantis II apresenta um sistema gráfico antiquado que consiste em cenários (de boa qualidade) pré-feitos, nenhum deles em tempo real. Uma pena, mas mesmo assim, não tira o charme. Os cenários são realmente bonitos, sendo possível notar a movimentação nos ambientes abertos ao caminhar por eles. É possível fazer uma exploração em 360º de cada cenário e observar todo o redor, mas infelizmente não se pode interagir por inteiro, já que existe apenas determinados caminhos a seguir ou objetos e enigmas a procurar.
Uma nova tecnologia foi inserida dentro do jogo, chamada Omni Sync. Sua função era produzir uma “revolucionária sincronização entre as expressões do rosto e o diálogo”, conforme informa a caixa do jogo, mas em mim produziu uma dúvida: “Que sincronização?”. Não vamos sacrificar a nova tecnologia também, entretanto o efeito esperado não foi alcançado, pois os lábios movimentam-se de modo não tão “sincronizado” como o prometido e graficamente não foi muito bem desenhado. Já os personagens apresentam uma certa textura real e de certo modo, linhas quase perfeitas de um ser humano (obviamente quando o personagem se PARECE com um ser humano, ou É um, pois vale lembrar que estamos em ATLANTIS, onde tudo é estranho...). Alguns deles (ou quase todos), se comportam como sonsos, pois o Omni Sync produz um movimento muito mecânico nas ações, tornando os personagens perfeitos robozinhos.
Independente dos defeitos, os gráficos são considerados muito bons, não por querer compará-los aos sistemas gráficos de última ponta, mas por ser realmente bonito em um jogo deste gênero.

Conclusão:
Atlantis é conhecida mundialmente por ser a “cidade perdida” e sua história é interpretada por muitos autores, de diversas origens e idéias. Atlantis II é a continuação de uma história muito bem bolada pela Cryo, com as mesmas virtudes e erros do primeiro episódio. Peca por ser um jogo tão “simples” em um mercado onde os games mais assediados são de outros gêneros, como os de ação ou cheio de novas tecnologias gráficas, mas se sagra por conservar velhos ingredientes dos adventures da década passada e alcançar o público que prefira coisas mais simples.
Para quem teve a oportunidade de jogar a primeira edição dessa história, Atlantis II cai como uma luva; para aqueles que nem sabiam da existência deste jogo, não deixa de ser uma boa pedida, pois leva nas costas um belo enredo que fará você desfrutar de seus mistérios e enigmas.

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Luiz Soares, editor do Jogos Gratis, Jogos de Vestir e Jogos de Guerra


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