Review do Jogo de Tiro Max Payne 2
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by: luizeba
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Date: Sat, 8 Aug 2009 Time: 1:45 PM
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Para o conteúdo que Max Payne apresentou, um jogo apenas não foi o suficiente para sua sede de vingança, e a nossa de jogar. Dois anos depois de uma evolução no mundo dos games, o já sofrido Payne não consegue se livrar tão fácil das tramas armadas pela máfia e pela polícia de Nova York, resultando em mais uma história de perseguição, traições e, desta vez - e por que não - uma pitada de amor, conduzida por uma nova protagonista: a belíssima Mona Sax.
Jogabilidade:
Quem nunca ouviu falar da jogabilidade tão única de Max Payne? Caso o leitor já tenha jogado o primeiro título ou pelo menos viu um amigo jogar por horas a fio (e é bem provável que a grande maioria se enquadre neste grupo), atente seus olhos para o próximo parágrafo, pois este será dedicado especialmente aos que ainda não desfrutaram desta perfeição. Estamos falando de um game de ação com o modo de visão em terceira pessoa, um shooter convencional, mas com um diferencial: o buller-time (ou shotdodge como é chamado em Max Payne). Este é um sistema que permite ao jogador entrar na ação do jogo em slow-motion, ou seja, se lançar contra “n” inimigos em uma velocidade reduzida do normal, porém não perdendo a agilidade e rapidez do mouse nos tiros. Semelhante ao visto no filme The Matrix, o shotdodge inova não somente por ser muito legal em balear o inimigo em câmera lenta, mas também por determinar com riqueza a direção de cada bala atirada, acertando de forma coerente o corpo, que reage conforme o local atingido.
Evitando ser alvo de qualquer crítica, The Fall of Max Payne manteve sua jogabilidade polida. Para não dizer que ficou praticamente idêntica, os impactos ficaram mais realistas, fazendo das partes vitais dos inimigos mais sensíveis ao tiro certeiro, e da movimentação corporal mais reagente a uma rajada de disparos, podendo até levantar o corpo devido a intensidade. As armas permaneceram iguais, não dando espaço para nenhuma outra. Toda a acrobacia que antes era exercida no primeiro jogo da série incrementou levemente sua performance, com pulos e giros mais relevantes e uma física mais convincente. A grande novidade é o bullet-time incorporado ao pulo pelo botão Shift, que permite utilizar os mesmos movimentos do shotdodge, entretanto recompensa aqueles que estiverem com a mira em dia, pois você pode utilizar este efeito sem qualquer limitação. Relevando que se acerte o maior número de disparos possíveis, o bullet-time se mostra muito prático para aniquilar dezena de inimigos em um mesmo cenário.
A trama consistente e cativante deste segundo título também agrada. Comum na vida de Payne, o game mescla personagens conhecidos da trama do primeiro episódio com algumas novidades, como a nova - e belíssima - companheira, Mona Sax. Apesar de esboçar uma paixão enrustida pela bela, nosso herói se envolve em mil traições rotineiras, mas que facilmente se safa com a morte de centenas de inimigos. O interessante é que, em meados do jogo, o enredo introduz Mona a sua jogabilidade, permitindo que você a controle em algumas missões. Mais interessante ainda é que a participação da garota no game são situações simultâneas ou passadas aos acontecimentos que acontece com o protagonista; em outras palavras, você deve jogar na pele de Mona a mesma missão que Payne passou, entretanto na visão feminina, logicamente. Mesmas armas, mesmos saltos, mesma destreza, não há diferença de controle de um para o outro, o que não implica em aprender outros novos comandos.
A dificuldade inicial não exige muito do jogador, especialmente porque o bullet-time facilita a vida de qualquer um. Após finalizar o jogo (infelizmente é totalmente possível terminá-lo com menos de 8 horas de jogo; é um game muito curto), novos níveis mais hardcores são liberados (são três níveis de dificuldade no total) e dois novos modos de jogo com desafios por tempo: o New York Minute que é o mais sem graça, pois serve apenas para você medir o tempo mínimo que consegue terminar cada capítulo do jogo, e o Dead Man Walking que é mais interessante e oferece diferentes mapas onde se pode ficar matando inimigos que surgem de pontos definidos infinitamente e o objetivo é tentar permanecer vivo o maior tempo possível. O bom QI virtual dá reações de ataque e cautela aos oponentes, revelando um comportamento bem simulado com reais ocasiões de tensão.
Antes de finalizarmos este quesito, não poderíamos deixar de elogiar o excelente sistema de física “Havok” (o mesmo que será usado no Half-Life 2) que proporciona um realismo fantástico nos objetos dos cenários e nos corpos dos inimigos (ou defuntos), seja reagindo aos tiros como às explosões, que não desapontam em nenhum momento.
Áudio:
Após amargar um passado devastado pela criminalidade e a perda de seus entes queridos, Payne saboreia neste novo episódio a dor de estar a beira da morte novamente. O clima mórbido é constante em quase todo o jogo, e as poucas músicas presentes nele são baseadas no mesmo tema que originou o game original, tradicionalmente tocado no menu inicial. O requinte da dublagem é a maior atração neste ponto, pois a célebre e inconfundível voz de Payne foi mantida para também não perder sua marca principal: a frieza e seriedade. Os comportamentos inquietos das demais personagens traçam gritos e muito, mas muitos sotaques cômicos, vindos de todas as partes. O conjunto de russos, italianos e americanos que se mesclam em meio à história, protagoniza tiroteios frenéticos e insultos dos mais engraçados, expressando a bela obra concluída pelo elenco. Outra particularidade que pesa positivamente é a qualidade dos disparos, uma vez que se distinguem sonoramente umas armas da outra só pelo poderio do barulho. Detalhe que, quando em modo do shotdogdge ou bullet-time, o áudio também se comporta em câmera lenta, reduzindo a velocidade do som e acompanhando com precisão as manobras realizadas.
Multiplayer:
Sem suporte à multiplayer.
Gráficos:
Uma das maiores qualidades em Max Payne é sua produção gráfica, criada em uma engine bastante acessível à praticamente qualquer placa aceleradora de médio porte (recomenda-se uma GeForce 4 MX para cima), mantendo uma beleza visual ao mesmo tempo. O grande truque da Remedy foi expressar cenários curtos, fechados, noturnos, evitando florestas quilométricas ou campos desertos vastos (mesmo porque corredores e edifícios soam muito melhor com o título do que paisagens exuberantes); The Fall of Max Payne retoma a atmosfera urbana, enfocando mil pormenores que caracterizam os ambientes com perfeição. As calçadas sujas de óleo, os muros pichados e destroçados descrevem as rotas de nosso herói, lugares sujos da periferia nova-iorquina, que fazem contraste com o glamour das mansões dos cabeças da máfia.
Outra característica notável mantida do primeiro jogo é a perfeição dos efeitos em slow-motion: nenhuma falha é vista a olho nu enquanto neste modo o personagem realiza seu malabarismo. Toda a movimentação suave é fantasticamente representada, desde as balas que percorrem seus caminhos com exatidão após o disparo, ou até mesmo os saltos ornamentais que dão um charme especial a mais para estes assassinos de plantão. O buller-time pode confundir os olhos com o efeito blur, reproduzindo imagens que se repetem e deixam rastros inúmeras vezes, ou para ser mais sucinto, uma visão embaçada.
Um ponto impressionante é o realismo proporcionado pelas sombras das personagens, interagindo diretamente com qualquer fonte de luz (lâmpadas, chamas incandescentes, faróis, sol, etc.) e obedecendo a sua posição e intensidade. Elas são propagadas conforme a luminosidade, e respeitam a profundidade de solos e paredes, não se comportando apenas como um borrão que percorre o solo. Para exemplificar melhor, quando vemos Payne cruzar uma parede esburacada, as deformações da sombra produzida são nítidas, pelo fato da parede apresentar diferentes nivelações e profundidade.
Por fim, skins detalhadas com excesso de texturas atribuem aos protagonistas características quase humanas. Não ficou foto-realistas, porém o trabalho é bem reconhecido por deixá-los tão perto de um modelo verídico.
Conclusão:
Para o homem que um dia resistiu à dor da perda de sua mulher e filho, socos e tiros não bastaram para derrubá-lo. The Fall of Max Payne é a continuação do premiado jogo em terceira pessoa, cuja tônica envolvia não só uma serie de assassinatos e traições, mas também uma trama impecável de suspense com muita ação. O segundo capítulo não se mostra diferente, e preserva em cada detalhe o quanto bom e velho Max Payne que surpreendeu os jogadores há dois anos atrás, aperfeiçoando ainda mais seu visual deslumbrante, sua jogabilidade inigualável, sua trama adocicada por um romance, e tiros, muitos tiros.
Max Payne 2 é o melhor jogo do ano se tratando de shooter em terceira pessoa, e o que é melhor, sem alterar muito sua essência original. Sendo assim, ele não é um game para se recomendar, mas sim, uma diversão obrigatória para quem tem qualquer atração pelo estilo.
Ao público nacional, só fica a dúvida cruel de quando o game chegará às lojas por aqui, já que a GreenLeaf, que é a distribuidora que representa a Take2/RockStar no Brasil, ainda não fez nenhuma previsão para o seu lançamento até o momento, nem anunciou se ele sairá com dublagens e legendas em português como o primeiro título.
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Luiz Soares, editor do Jogos Gratis, Jogos de Vestir e Jogos de Moto
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