Review do Jogo Frontline: Fields of Thunder

Frontline: Fields of Thunder baseia-se na batalha de Kursk, que foi uma das mais intensas e dramáticas batalhas de tanques da História, envolvendo mais de seis mil unidades blindadas.
Ao detalhe e rigor histórico, juntam-se um elevado grau de dificuldade e uma curva de aprendizagem a condizer. Em termos de conteúdos, além do multijogador característico do género, o jogo oferece duas campanhas, divididas entre Soviéticos e Nazis.

Estas campanhas estão organizadas por missões, as missões vão sendo disponibilizadas consoante as nossas vitórias. Isto é, temos de atingir um número mínimo de vitórias para desbloquear o próximo conjunto de missões e assim por diante.


Cada unidade tem um conjunto base de funções, complementado por funções especiais, como a capacidade de colocar minas no terreno ou de escavar trincheiras. Como comandantes, temos ainda a hipótese de pedir um diverso número de apoios estratégicos e reforços.

A Inteligência Artificial tem muito pouco de misericordiosa. Em Frontline: Fields of Thunder, mesmo os pequenos erros podem resultar em grandes catástrofes. Os nossos flancos estão sempre em perigo e nunca há aquela sensação de que temos a situação perfeitamente controlada.

No entanto, para um jogo que se afirma como extremamente rigoroso, há uma certa tendência para o amontoar de unidades sem qualquer tipo de formação aparente, o que em certas alturas quebra a imersão do jogo.


Os cenários estão desenhados de forma linear, o que acaba por tornar o desenrolar das missões extremamente previsível, mesmo não as tornando mais fáceis. O detalhe continua muito bom, ajudado pela física que derruba árvores e sebes.

A apresentação de Frontlines: Fields of Thunder é feia. O uso em demasia das caixas de texto estraga bastante a apresentação do jogo e atrapalha um pouco na jogabilidade. A câmara de jogo dá-nos uma visão algo distante, mas que acaba por mitigar o simplismo gráfico das unidades. Os efeitos especiais também estão mal produzidos, estragando ainda mais o grafismo do jogo.

A banda sonora, não está mal, mas destoa constantemente com o ritmo do jogo. Há aqui alguma indefinição entre o estilo jogo de tabuleiro e os jogos clássicos de estratégia.

Conclusão

Basicamente, Frontlines: Fields of Thunder é um profundo jogo de tabuleiro que tenta ser um jogo de computador, mas que erra em muitos aspectos, principalmente ao nível do grafismo.

About the Author

Luiz Soares, formando em Engenharia pela UNICAMP, editor do Jogos Online Gratis, Jogos de Carros e Jogos de Vestir